Ministro afirma que recusa de Jorge Messias pelo Senado foi puramente política, com falha na articulação do governo
O ministro do STF Gilmar Mendes afirmou que a crise envolvendo o Banco Master não deve ser atribuída ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o problema é sistêmico e envolve falhas de fiscalização do mercado financeiro.
Em entrevista, Gilmar disse que as investigações sobre possíveis relações entre ministros do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro devem continuar sendo conduzidas pelas autoridades competentes, mas ressaltou que a responsabilidade pelo caso não pode ser direcionada apenas ao tribunal.
“O caso Master não está na Praça dos Três Poderes, está na Faria Lima”, declarou o ministro, citando críticas à atuação da CVM e do Banco Central.
Gilmar também comentou sobre a crise de confiança no STF, afirmando que parte da opinião pública foi levada a responsabilizar o tribunal por problemas mais amplos do sistema político e financeiro.
O ministro ainda defendeu a realização do Fórum de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”, e disse que a organização do evento não tem controle sobre investigações envolvendo participantes.
Sobre a política, Gilmar afirmou que a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF ocorreu por questões políticas e criticou a articulação do governo Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso Nacional.
Entrevista para Folha.
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