Paraguai quer dobrar o tamanho da economia e entrar no grupo de países com PIB acima de US$ 100 bilhões

Junho 16, 2026
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Governo do Paraguai lança estratégia para duplicar o tamanho da economia na próxima década, ampliar exportações e atrair mais de US$ 25 bilhões em investimentos.

Plano estratégico aposta na industrialização, exportações e investimentos estrangeiros


O Paraguai traçou uma meta ambiciosa para a próxima década: dobrar o tamanho da sua economia e ultrapassar a marca de US$ 100 bilhões em Produto Interno Bruto (PIB), passando a integrar o seleto grupo das maiores economias do mundo.


A iniciativa faz parte do programa Paraguai 2X, uma estratégia elaborada pelo governo paraguaio para acelerar o desenvolvimento econômico por meio da diversificação das exportações, expansão industrial e atração de investimentos internacionais.

Segundo o ministro assessor da Presidência, Rodrigo Maluff, o país reúne condições favoráveis para alcançar esse objetivo nos próximos anos.


País aposta em vantagens competitivas


De acordo com o governo, diversos fatores sustentam a estratégia de crescimento, entre eles a qualidade do solo, a população jovem, a ampla disponibilidade de energia e um sistema tributário considerado competitivo.

Esses diferenciais podem fortalecer a presença do Paraguai nos mercados globais e ampliar a capacidade produtiva nacional.

Atualmente, apenas 13 produtos representam cerca de 80% das exportações paraguaias.


Três pilares sustentam o projeto Paraguai 2X

O plano está estruturado em três grandes frentes de atuação:


Fortalecimento dos produtos já exportados;

Ampliação da industrialização e agregação de valor;

Desenvolvimento de novos setores econômicos.


A estratégia prevê a priorização de 27 produtos com potencial para ampliar a participação do Paraguai no comércio internacional.

Industrialização será prioridade


Além de expandir a produção agrícola, o governo pretende avançar na transformação das matérias-primas dentro do próprio país.

O objetivo é deixar de exportar produtos pouco processados e aumentar a oferta de alimentos industrializados, agregando valor à produção nacional.


Entre os produtos que poderão ganhar destaque estão:


Carnes suína e de aves;

Embutidos;

Massas e panificados;

Produtos derivados da soja;

Alimentos processados.


O plano também contempla a expansão de setores industriais ligados à produção de ferro, alumínio, autopeças, móveis e têxteis.

Eucalipto e biocombustíveis entram na estratégia


O setor florestal também ocupa posição estratégica no projeto.

Segundo o governo, o Paraguai possui uma das maiores taxas de crescimento do eucalipto do mundo, fator que poderá impulsionar a indústria da celulose e a produção de biomassa.


Outra aposta está nos biocombustíveis, com a ampliação da produção de etanol a partir do milho e do sorgo.

O país também aprovou medidas para aumentar a utilização do biodiesel, buscando reduzir a dependência energética e fortalecer a competitividade industrial.


Mais de US$ 25 bilhões em investimentos

Para viabilizar o projeto, o Paraguai dependerá fortemente da atração de capital estrangeiro.

A expectativa do governo é captar mais de US$ 25 bilhões em investimentos privados para financiar novos empreendimentos industriais e ampliar a infraestrutura produtiva.


Segundo Rodrigo Maluff, a poupança interna não será suficiente para sustentar o ritmo de crescimento projetado, tornando os investidores internacionais fundamentais para o sucesso da estratégia.

O governo acredita que grandes projetos industriais já em desenvolvimento ajudarão a consolidar o Paraguai como um dos destinos mais atrativos da América do Sul para investimentos de longo prazo.



Fonte consultada: Forbes Money

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