Ministro da Agricultura afirma que um possível acordo entre Estados Unidos e Irã pode diminuir os custos dos fertilizantes e do diesel, beneficiando diretamente o agronegócio brasileiro.
Entendimento internacional pode trazer alívio financeiro ao setor produtivo brasileiro
A possível assinatura de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar tensões geopolíticas e restabelecer a normalidade da navegação no Estreito de Ormuz pode gerar impactos positivos para a economia brasileira, especialmente para o agronegócio.
A avaliação foi feita pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, durante um evento realizado em São Paulo nesta terça-feira (16). Segundo ele, a medida poderá contribuir para a redução dos custos dos fertilizantes e do óleo diesel, dois insumos fundamentais para a produção agrícola nacional.
Dependência externa preocupa o setor
Atualmente, o Brasil depende fortemente do mercado internacional para abastecer sua cadeia produtiva.
Mais de 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, enquanto aproximadamente 25% do diesel consumido nacionalmente também vem do exterior.
Grande parte desse fluxo comercial passa pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de combustíveis e matérias-primas essenciais para diversos países.
De acordo com o ministro, a retomada da estabilidade na região poderá reduzir os impactos negativos registrados nos últimos meses.
“São notícias extremamente positivas, que podem trazer benefícios não apenas para o agronegócio brasileiro, mas também para a economia global”, destacou.
Plantio da soja aumenta demanda por diesel
A expectativa é de que a próxima safra de soja, cujo plantio começa a partir de setembro, amplie a necessidade de diesel no país.
Ao mesmo tempo, o setor agrícola segue concentrado no escoamento da segunda safra de milho para o mercado interno e para exportação, aumentando a importância da estabilidade dos custos logísticos.
Brasil fortalece diálogo com a China sobre fertilizantes
O ministro também destacou a aproximação diplomática com a China, um dos principais parceiros comerciais do Brasil e importante fornecedor de fertilizantes.
Segundo ele, o governo brasileiro apresentou preocupações relacionadas ao abastecimento dos insumos agrícolas, e a resposta positiva do governo chinês ajudou a estabilizar os preços da ureia no mercado internacional.
Reconhecimento sanitário fortalece exportações
Outro ponto ressaltado foi o reconhecimento internacional do sistema sanitário brasileiro.
Recentemente, China e Rússia reconheceram o Brasil como país livre da febre aftosa sem a necessidade de vacinação, um avanço considerado estratégico para ampliar mercados e fortalecer a competitividade dos produtos brasileiros.
Além disso, o governo federal trabalha para reverter a suspensão das importações de carne brasileira pela União Europeia, prevista para entrar em vigor em setembro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá discutir o assunto diretamente com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, durante compromissos internacionais relacionados ao G7.
Plano Safra 2026/2027 será anunciado em julho
Durante o evento, André de Paula confirmou que o Plano Safra 2026/2027 deverá ser apresentado oficialmente no dia 1º de julho.
O programa é considerado uma das principais ferramentas de incentivo ao agronegócio brasileiro, oferecendo linhas de crédito, financiamento e apoio aos produtores rurais de todo o país.
Fonte consultada:
Forbes Agro
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