Operação em Mato Grosso do Sul combate quadrilha milionária de contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro

Junho 16, 2026
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Receita Federal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal realizam operação para desarticular organização criminosa que movimentou mais de R$ 76 milhões com contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro.

Força-tarefa mira esquema interestadual de contrabando e crimes financeiros


Uma operação conjunta realizada pela Receita Federal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal foi deflagrada nesta terça-feira (16) para combater uma organização criminosa especializada no contrabando de cigarros paraguaios e em práticas de lavagem de dinheiro.


Batizada de Operação Rota Clandestina, a ação ocorre em Campo Grande e no município de Santa Luzia, em Minas Gerais.

As investigações apontam que a quadrilha atuava de forma organizada, com divisão de funções e uma ampla estrutura logística responsável pela importação ilegal, armazenamento, transporte e distribuição dos produtos em diversos estados brasileiros.


Mais de um milhão de maços de cigarros foram apreendidos

Durante as investigações, as autoridades identificaram pelo menos 12 grandes apreensões ligadas ao grupo criminoso, totalizando mais de um milhão de maços de cigarros contrabandeados.


Os levantamentos também revelaram uma movimentação financeira superior a R$ 76 milhões, demonstrando a dimensão econômica da organização.

Segundo os investigadores, os cigarros eram adquiridos no Paraguai e ingressavam ilegalmente no Brasil por rotas clandestinas na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul.

Depois de entrarem no país, as mercadorias eram armazenadas em depósitos localizados em Campo Grande e posteriormente distribuídas para outros estados.


Empresas de fachada e documentos falsos eram usados no esquema

As investigações apontaram que o grupo utilizava veículos adaptados, empresas de transporte ligadas aos próprios integrantes e documentos fiscais falsificados para tentar dar aparência de legalidade às operações.


Os produtos eram encaminhados para diferentes regiões do país, principalmente para Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

Investigação identificou sofisticado esquema de lavagem de dinheiro

Além do contrabando, as autoridades encontraram fortes indícios de crimes financeiros.


Entre as práticas identificadas estão:


Utilização de empresas de fachada;

Uso de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”;

Movimentações incompatíveis com a renda declarada;

Transferências fracionadas de recursos;

Utilização do chamado “dólar-cabo”, sistema informal de envio de dinheiro ao exterior.


Análises fiscais e bancárias também apontaram incompatibilidade entre os rendimentos oficialmente declarados e o patrimônio acumulado pelos investigados.


Operação cumpre prisões, buscas e monitoramento eletrônico

A investigação teve início a partir de informações obtidas por ações de inteligência que identificaram a atuação do grupo criminoso.

Com base nas evidências reunidas, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de diversas medidas cautelares.


Ao todo, estão sendo executados:


14 mandados de busca e apreensão;

5 mandados de prisão preventiva;

5 medidas de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleiras.


As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.


Mais de 100 agentes participam da operação

A Operação Rota Clandestina mobiliza uma grande estrutura integrada de fiscalização e repressão.


Participam da ação:


22 servidores da Receita Federal;

62 policiais federais;

17 policiais rodoviários federais.


As autoridades destacam que o objetivo é enfraquecer financeiramente a organização criminosa e interromper a cadeia logística utilizada para abastecer o mercado ilegal em diversos estados brasileiros.


Créditos:

Da Redação | Dourados News

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