Inflação desacelera em maio, mas volta a ultrapassar teto da meta no Brasil

Junho 14, 2026
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Mesmo com ritmo menor de alta em maio, a inflação oficial do país voltou a superar o teto da meta estabelecida pelo Banco Central, aumentando as atenções sobre os próximos passos da economia.

A inflação oficial do Brasil perdeu força em maio, mas voltou a ficar acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% no mês.


Apesar da desaceleração em relação aos 0,67% observados em abril, o resultado é o maior para um mês de maio desde 2021. No mesmo período do ano passado, a inflação havia sido de 0,26%.


Com o resultado, o acumulado da inflação em 12 meses voltou a ultrapassar o limite superior da meta definida para o país. No entanto, o rompimento isolado não exige medidas imediatas do Banco Central. Pelas regras atuais, a autoridade monetária só precisa apresentar justificativas formais caso a inflação permaneça acima do intervalo permitido por seis meses consecutivos.


O cenário, porém, aumenta as incertezas sobre os próximos movimentos da taxa Selic, principal ferramenta utilizada para controlar a inflação. Especialistas avaliam que a persistência dos preços elevados pode influenciar as decisões futuras do Comitê de Política Monetária (Copom).


Entre os itens que mais pressionaram o índice em maio está a energia elétrica residencial. As tarifas ficaram, em média, 3,67% mais caras no período, refletindo a adoção da bandeira tarifária amarela pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


Com a medida, os consumidores passaram a pagar um valor adicional nas contas de luz, contribuindo para o aumento dos gastos das famílias e impactando diretamente o resultado da inflação do mês.


O comportamento dos preços nos próximos meses continuará sendo acompanhado pelo mercado financeiro e pelo Banco Central, especialmente diante das expectativas para os juros e o crescimento da economia brasileira.


Por: Redação | UOL Economia

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