Circula nas redes sociais a “chamada” para uma grande marcha contra a corrupção no Mato Grosso do Sul que seria realizada na capital do Estado. A segunda edição da marcha tem como um dos seus objetivos cobrar as autoridades para que acelerem o processo de julgamento de todos os investigados pela Polícia Federal na Operação Uragano em Dourados.
Uma vez julgados, os manifestantes acreditam que ficaria mais difícil para os acusados tentarem voltar à vida pública e ao cenário político estadual. O protesto será amanhã em Campo Grande.
Em Dourados
Logo após a deflagração da Operação Uragano na cidade, movimentos sociais saíram às ruas para pedir a punição dos culpados com cartazes e faixas. Eles se reuniram em frente à sede da Polícia Federal onde estavam presos os acusados e mais de 500 pessoas passaram pelo local mostrando sua indignação.
Naquela época por conta das denúncias e também para acalmar a opinião pública, quem foi denunciado ficou preso, sendo que alguns só passaram uma noite na cadeia e outros foram liberados no mesmo dia.
Mais tempo preso ficaram o ex-prefeito Ari Artuzi e o ex-presidente da Câmara de Dourados, Sidlei Alves, 90 dias. Porém, eles também foram soltos e com o passar do tempo, graças à instrumentos legais e a bons advogados, todos os denunciados aguardam julgamento em liberdade. Do outro lado, os protestos também pararam e nem os movimentos sociais da cidade cobraram publicamente as condenações, com exceções de protestos em datas específicas, como por exemplo o 7 de Setembro.
O delator do esquema que teria levado dos cofres públicos de Dourados mais de R$ 30 milhões, Eleandro Passaia, também não se manifestou mais sobre o assunto e encontra-se em local desconhecido, protegido pela Justiça.
Segundo o jornal Correio do Estado, "a ação civil pública originada pela Operação Uragano estaria com 30 mil páginas e teria sido remetida às mãos de um quarto juiz, tendo deixado a 4ª Vara Cível de Dourados em dezembro do ano passado rumo à 6ª Vara Cível devido a um conflito de competência". O provável juiz do caso será José Domingues Filho.
MS JÁ