Thursday, 26/January/2012 14:11:00

Psicóloga douradense esclarece dúvidas sobre o transtorno cleptomaníaco a leitores do MS Já


 
Foto: Ilustração

O transtorno Cleptomaníaco já foi tema de novela das oito, e teve repercussão favorável para quem sofre deste distúrbio e de quem convive com o cleptomaníaco.

A pessoa com este transtorno sofre com impulsos que a levam a furtar objetos desnecessários para sua vida, mas se arrependem do ato e sofrem com medo de serem descobertos.

O MS JÁ falou sobre o tema e algumas dúvidas surgiram sobre o assunto. Para esclarecer dúvidas sobre essa doença,a psicóloga Rubia Durand responderá os questionamentos enviados pelos leitores sobre a Cleptomania.

Respostas aos leitores

Leitor do MS JÁ: "Há algum tempo venho fazendo furtos em mercados,mais tenho uma vida estável meu marido ganha bem temos casa e carro mais não consigo sair sem pensar em fazer algo desse gênero.Na sexta fui pega em um mercado roubando me levaram para uma sala, no começo eu resisti disse que só tinha feito uma vez mais eles sabiam que foi mais de uma vez,depois contei a verdade só pedi que pelo amor de deus não chamassem meu marido, não sei se é vergonha ou medo de decepcioná-lo. Gostaria de saber se isso é um distúrbios de caráter ou se é cleptomania?"

Psicóloga Rubia Durand: Cara leitora, dar um diagnóstico apenas pelo seu relato e pela forma que tem agido é muito delicado, e temos que ter o cuidado enquanto profissionais para essa questão. Minha sugestão é que você procure ajuda de um profissional para saber o que realmente está acontecendo e o porquê disso, assim você terá uma orientação mais clara e adequada do seu comportamento. Mas respondendo ao seu questionamento a Cleptomania é considerada atualmente uma doença crônica e seu curso ao longo da vida é desconhecido, a doença se caracteriza pela recorrência de impulsos para roubar objetos que são desnecessários para o uso pessoal.

Leitor do MS JÁ: "Tenho uma pessoa na minha família, um sobrinho que passa por está situação. Sofremos muito, mas até hoje isto estava escondido de todos, mas agora veioa tona ele está sofrendo muito. A esposa se separou dele, não quis ficar ao lado dele para ajudá-lo, está difícil, mas estamos tentando ajudar no que for preciso, principalmente procurando saber melhor sobre esta doença. Gostaria de saber onde conseguir ajuda?, sou de São Paulo?”

Psicóloga Rubia Durand: Sua dúvida com certeza é a de muitos, pois camuflar a pessoa que sofre com a cleptomania é muito comum em nossa sociedade, temos uma forma muito cruel de julgar as ações sem procurar ter a compreensão do “porque”. Vocês podem procurar auxílio com um médico psiquiatra e com um psicólogo, em São Paulo existem diversos centros de tratamentos psicológicos, para ter um acompanhamento em conjunto, tanto à parte médica quanto a parte emocional do indivíduo devem ser acompanhadas.

Leitor do MS JÁ: "Essa doença tem cura? Ela está associada a mentira?"

Psicóloga Rubia Durand: Os estudosmostram que o tratamento com relação a cleptomania ainda são pouco eficazes, porém muitas tentativas estão sendo feitas com tratamento psicoterápico e medicamentoso. A cleptomania é uma doença e não está associada a mentira, como um ato espontâneo de mentir, mas um impulso que o indivíduo não consegue controlar e que após o ato de roubar ele se sente culpado e envergonhado.

Leitor do MS JÁ: "Acho que sofro dessa doença. Não tenho problemas financeiros, possuo imóvel, carro e emprego com remuneração satisfatória, mas não consigo me livrar desses impulsos. Quando olho para minha família, vejo que preciso procurar ajuda, como faço?"

Psicóloga Rubia Durand: Primeiro passo é procurar ajuda de um profissional de um médico psiquiatra ou psicólogo para ter um diagnóstico preciso e consequentemente terá orientação que irá auxiliar no seu dia a dia e na sua relação com seus familiares.

Leitor do MS JÁ: “Acabei de ler sobre o cleptomaníaco e conheço uma pessoa com o mesmo caso. E ela também tem bulimia. O que é preciso fazer sendo que não tem como pedir ajuda".

Psicóloga Rubia Durand: Importante ter claro que muitas vezes a ajuda esta próxima, mas nós não permitimos ser ajudados. Se não tem como buscar ajuda por questões financeiras, os municípios oferecem atendimento gratuito ambulatorial pelo Sistema Único de Saúde- SUS. Auxiliar o outro a compreender o que está acontecendo é um começo para conscientização de que algo não está bem. Pois não podemos nos tratar pelo outro, e sim por nós mesmos.

Leitor do MS JÁ: "Uma pessoa cleptomaníaca, quando flagrada furtando, ela admite ser portadora desse distúrbio com facilidade?"

Psicóloga Rubia Durand: Admitir ou não é muito relativo, pois o indivíduo com cleptomania ele sente prazer ao roubar determinado objeto, posteriormente vem o sentimento de vergonha e erro pelo fato. Por isso normalmente ele fica envergonhado e tenta esconde principalmente do cônjuge e familiares.

Leitor do MS JÁ: "Tenho um caso desses em minha família sofro muito com essa situação, como posso ajudar essa pessoa?"

Psicóloga Rubia Durand: Quando temos afeto pelos nossos familiares e pessoas próximas, sofremos ao perceber que algo não está bem. Ajudar a pessoa a ter compreensão que roubar pode ser uma doença já é um grande passo, mas se não sabe como fazer isso procurar ajuda para saber lidar com a situação é fundamental. Muitas vezes tentamos ajudar o outro, mas acabamos piorando a situação.Ter uma orientação profissional de como fazer é um ótimo caminho.

Leitor do MS JÁ: "Como lidar com este problema para não ter reincidência?"

Psicóloga Rubia Durand: Como ainda os resultados com relação à cleptomania são pouco eficazes, a pessoa em tratamento pode ter reincidência. Porém o fato de estar tratando torna positivo por ter acompanhamento de um profissional e acarreta o direcionamento das ações dos familiares.

MS JÁ


1 Comentário

A Dra rubia gostaria do contato da mesma se ela for de são Paulo -capital.
Obrigado(a)

 
Bete em 17 de February de 2012 - Friday às 08:42

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