terça, 10/janeiro/2012 06:00:00

Mononucleose infecciosa

Thayara Paolla - Biomédica e Consultora em Qualidade


 

A mononucleose é uma doença infecciosa de progressão benigna causada normalmente pelo vírus Epstein-Barr, que infecta principalmente os linfócitos B do sistema imune e as células epiteliais da mucosa nasal e da faringe. Recebe este nome por ter predileção pelos linfócitos e outras células mononucleadas, ou seja, com apenas um núcleo. É conhecida como “doença do beijo” por ser transmitida pelo contato com saliva ou outras secreções da pessoa contaminada e, mais raramente, por contato sexual ou transfusão sanguínea.

Acomete o mundo todo, afetando principalmente adultos e jovens, sem prioridade por sexo ou época do ano. Tem duração de 2 a 4 semanas, com período de incubação que varia de 30 a 45 dias e transmissibilidade que dura em torno de um ano ou mais. Os três sintomas mais comuns são dor de garganta, febre e ínguas pelo corpo – que é o aumento dos gânglios, que acontece sobretudo no pescoço. Porém, também são relatados calafrios, náuseas, desconforto abdominal, vômitos, tosse, dores articulares e falta de apetite. Aproximadamente 8% dos infetados podem apresentar Rash, que é uma irritação que deixa a pele áspera e avermelhada, este sintoma pode ter sua chance aumentada de acontecer em 70% a 100% se o doente receber ampicilina ou penicilina. Por isso, é importante evitar a auto-medicação. Estudos mostraram que o vírus é encontrado em dois tipos de câncer não muito comuns, que são: câncer de nasofaringe e linfoma de Burkitt. As crianças geralmente não apresentam sintomas.

A virose geralmente não é fatal, mas pode apresentar complicações como meningite, encefalite, anemia hemolítica e rompimento do baço, raramente resultando em morte. Então, é importante que não sejam feitas atividades sobrecarregadas ou exercícios físicos. Na há tratamento específico, são tratados apenas os sintomas com analgésicos, antitérmicos e, se necessário, anti-eméticos. As complicações oncológicas recebem tratamentos particulares.

O diagnóstico é feito pelo histórico clínico e detecção de anticorpos específicos através de exame de sangue. Nem sempre o diagnóstico é possível por, muitas vezes, ser confundida com episódio de gripe, rubéola, escarlatina e outras doenças. A prevenção é difícil, pois o desenvolvimento de vacinas ainda está em estudo. Fatores que influenciam a transmissão são as más condições de higiene e grande concentração de pessoas em um espaço pequeno. Porém, não há porque se preocupar com a ocorrência de epidemias, pois o vírus não é liberado constantemente pela pessoa infectada e é necessário um contato muito próximo.

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