quinta, 22/setembro/2011 08:19:00

Confira o artigo: 'GOTA, que doença é essa?' por Thayara Paolla


 
Foto: Divulgação

A gota é uma doença reumática, inflamatória e metabólica que acomete as articulações e cursa com hiperuricemia, ou seja, elevação dos níveis de ácido úrico no sangue. Sua incidência maior ocorre entre os 30 a 50 anos de idade, sendo predominante – 95% dos casos - no sexo masculino. Em mulheres, geralmente acontece após a menopausa.

O acúmulo de ácido úrico no sangue pode ser ocasionado pela incapacidade dos rins em eliminar este metabólito ou pelo excesso de produção do mesmo. A doença é classificada em primária – quando as causas são hereditárias – ou em secundária – quando acontece em consequência de outras doenças, como: anemia falciforme, leucemia, psoríase, insuficiência renal, obesidade, hipertensão arterial e hipotireoidismo; ou uso de certos medicamentos como: diuréticos, aspirina em dose baixa, varfarina e outros. Portanto, é uma doença crônica e não contagiosa. A hiperuricemia pode também ser ocasionada por outros motivos, tais como: dieta rica em proteínas e gordura e uso abusivo de bebidas alcoólicas.

O fator desencadeante da doença é o aumento dos níveis séricos de ácido úrico, que resulta no depósito de cristais de monourato de sódio nas juntas e, consequentemente, artrite aguda. Porém, apenas o aumento do ácido úrico não significa que o paciente é gotoso, já que apenas 20% dos pacientes com hiperuricemia apresentam a gota. Isso faz necessária a dosagem deste metabólito através do exame de sangue.

As crises manifestam-se geralmente como uma artrite iniciada na madrugada, caracterizada por uma inflamação articular juntamente com calor, edema e extrema dor. Isto dura geralmente de 5 a 7 dias e tem resolução espontânea, entrando num período assintomático que dura de três meses a dois anos, até que ocorra a próxima crise.

O diagnóstico da gota é feito através da visualização microscópica do cristal no líquido sinovial - líquido presente nas articulações. Outros métodos adicionais são: a dosagem de ácido úrico em urina de 24 horas e também a análise da presença de tofos, que são conglomerados de cristais de ácido úrico depositados em cartilagens (borda da orelha, cotovelo, ponta do nariz, joelhos).

Na há cura, mas o tratamento é feito pela normalização dos níveis de ácido úrico no sangue com fármacos específicos, tratamento de doenças associadas (ex: diabetes, hipertensão, outras), tratamento das crises com analgésicos e compressas com gelo e orientação da dieta alimentar. Sem o tratamento o espaço entre as crises diminui a intensidade da dor aumenta, os surtos ficam mais prolongados e a tendência a envolver mais de uma articulação é maior.


Thayara Paolla - Biomédica e Consultora em Qualidade

CRBM 15866

  • site:http://thayara-consultoriaemqualidade.blogspot.com

  • site:http://suasaudetotal.blogspot.com


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