quinta, 16/fevereiro/2012 10:20:00

Semana de Arte Moderna será rememorada com exposição na UFGD


O Arte/SESC, juntamente com a Coordenadoria de Cultura da Universidade Federal da Grande Dourados (COC/UFGD), promoverá uma exposição sobre a Semana de 22 e o Modernismo Brasileiro. A mostra acontecerá de 24 de fevereiro a 23 de março no salão de exposições da UFGD, localizado na Unidade 1 (Rua João Rosa Góes, 1761, Vila Progresso).

Serão expostas dezenove obras, entre fotos e produções dos principais artistas que fizeram parte da Semana de 22, como Anita Mafaltti, Ismael Nery, Milton Dacosta, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Lasar Segal. Além disso, haverá material informativo e explicativo disponibilizado ao público.

Esse ano completa 90 anos desse evento que marcou o Brasil, pois a Semana de 22 foi um momento de denúncias sobre desigualdades e a alienação da sociedade quanto sua própria realidade.

Semana de arte moderna

Com o objetivo de discutir a identidade nacional, compreender a cultura brasileira e os rumos das artes, artistas e intelectuais organizaram nos dias 13, 15, 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, a Semana de Arte Moderna – marco do movimento modernista no Brasil.

O evento, que também envolveu representantes de outros segmentos da sociedade – políticos, educadores, empresários e trabalhadores, acabou trazendo à tona discussões sobre os rumos da nação, propostas de reforma da Constituição de 1891 e até da sociedade.

Na época, a Europa ocupava uma posição de vanguarda e, sob essa influência, teve início à discussão de uma nova identidade artística para o país.

A semana começou com a conferência do escritor Graça Aranha, intitulada “A emoção estética da arte moderna”, e contou com diversas outras participações de escritores, pintores, escultores e músicos, a exemplo de Mário de Andrade, Oswald Andrade, Menotti Del Piccha, Luís Aranha, Sérgio Buarque de Holanda, Anita Mafaltti, Di Cavalcanti, Vitor Brecheret, Wilhelm Haerberg e Heitor Villa Lobos.

Houve vaias e críticas, especialmente dos defensores do academicismo, mas o saldo foi a entrada do Brasil na modernidade.

Embora o movimento modernista não resuma à Semana da Arte Moderna ou a São Paulo, foi esse o evento que disseminou as ideias que expressavam os tempos modernos – o arrojo, o dinamismo e a simplicidade na comunicação.

Assessoria


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