Uma obra não muito barata, assim poderia ser definida a construção da nova ponte do bairro Cachoeirinha em Dourados. O custo será de aproximadamente R$554,6 mil para os cofres públicos. Com mais R$ 100 mil seria possível construir uma creche com 140 vagas.
A nova ponte terá 16 metros de extensão por 12,5 m de largura. A ponta será toda em concreto e com proteção nas laterais. Porém, levantamento mostra que está ficando cada vez mais caro construir pontes de concreto em Dourados.
Na administração do prefeito Laerte Tetila, por exemplo, uma ponte de concreto sem proteção lateral e em média seis metros menor, custava R$ 30 mil, como por exemplo, a ponte da BR MS 274 – 5ª linha, sobre o córrego Laranja Lima.
Ari Artuzi, quando prefeito, entregou em 2010, na zona rural de Dourados, uma ponte de concreto sobre o córrego Forquilha na Fazenda Jararaca em Itahum, distrito de Dourados por R$ 130 mil.
Agora, pouco mais de um ano depois, a ponte do Cachoeirinha custará mais de quatro vezes o valor da que foi entregue por Artuzi e 18 vezes a de Tetila.
Porém, o secretário de Obras, Jorge Luiz De Lucia, explica que é um erro técnico comparar a construção das pontes apenas pelo valor. De Lúcia que é engenheiro, explica que cada ponte construída é uma situação diferente, varia caso à caso.
O segundo ponto elencado pelo secretário é que não há uma padronização de preços nem de obras e por último, ele disse que os cálculos dos valores são feitos com base em um memorial descritivo, assinado por engenheiros que fazem o levantamento ponto à ponto do valor da obra e que esses documentos são públicos para quem quiser conferir, uma vez que são utilizados para a abertura do processo licitatório.
Além do mais, a ponte do Cachoeirinha será mais larga e maior que aquelas instaladas na zona rural, com um sistema que evita afundamentos como vinha acontecendo e que evita erosões. “Suportará também mais cargas que a outra (...) É uma responsabilidade muito grande fazer uma obra dessas. Imagina se acontece alguma coisa com um ônibus cheio de crianças por conta de algum erro?”, explicou.
De Lúcia disse também que o preço da ponte está dentro da tabela federal que controla o valor das obras públicas e que outros dois pontos devem ser ressaltados. O primeiro é que não é qualquer empresa que pode fazer uma obra dessas, é preciso que o interessado prove que dará conta e segundo que a empresa tem que ter capital, já que o pagamento será feito em uma entrada e mais nove parcelas.
“Quem estiver interessado em saber os detalhes é só pedir oficialmente para ver a documentação, que é pública. Eu pessoalmente também me prontifico a explicar se for necessário”, disse o secretário.
MS JÁ