***Isaac Duarte de Barros Junior****
Um articulista decente, possuidor de princípios éticos, trabalha comprometido em expressar exclusivamente verdades, ao extravasar seu pensamento a respeito daquilo que escreve. Desempenhando esse labor apreciado, normalmente de pesquisador, exerce-o num dos ramos mais qualificados do jornalismo. E ao realizar essa função em colunas opinativas, concretiza propostas significantes, para orientar os rumos na definição das estratégias metodológicas, mostrando sempre uma visão sugestiva. O verdadeiro articulista, comumente, propõe resolver problemas e fenômenos que aborda, ofertando soluções. Esse serviço, informativo, converte-se quando bem empregado o propósito, do desenvolvimento da matéria, em um dos trabalhos mais notáveis no campo da comunicação social. Destacadamente, isso só acontece, quando o assunto enfocado, afasta futuros obstáculos sociais.
Considerando, que um articulista consegue e pode ser respeitado, ou compreendido pelos seus leitores naquilo que sugere ser feito para solucionar dificuldades do cotidiano, é salutar. Se for um opinante humano, razoável transporá diversas barreiras enigmas. Afinal, presume-se que exclusivamente pessoas preparadas sabem desempenhar essa colocação primordialmente importante, porque estariam opinando sobre variados tópicos. Dissonante, será essa função, se continuar proliferando escritos de leitores anônimos, que aventuram na mídia, expondo-se como artesões de letras, escrevendo a respeito de assuntos técnicos e políticos, os quais circulam como leitura obrigatória.
Pois, é somente protestando, sem usar estilos plagiados, que os articulistas atraem atenções de leitores e ouvintes, com seus cunhos redacionais. Obrigatoriamente, esses comentários, embasados em fatos provados, devem ser considerados assuntos interessantes. Entendo que somente articulando com inteligência nas revistas e jornais de modo qualificado, um articulista consegue redigir textos admirados, realizando relatos históricos ou atuais. Atingindo nessa empreitada, um colunismo informador, significante. Todavia, só despertará curiosidades e interesse do coletivo, quando seu trabalho for publicado impresso, em forma de crônicas.
Há muito tempo, descobri que o dom de cantar, falar ou imitar outras pessoas escrevendo textos jornalísticos, não passa de um imenso cabotinismo, impregnado da falta de criatividade, no comportamento humano em estresir. Aliás, método useiro de alguns leitores limitados, metidos a posar como articulistas. Pois, inconseqüentes, quase iguais aos artrópodes, concentram sandices massageando a capacidade de ferir alguém com seus ferrões. Isolados, acreditam incomodar seus desafetos, especulando inverdades nas trincheiras lodosas do ódio invejoso. Ociosos, mas pretensiosos, esses articulistas escrevem sobre tudo de nefasto, fazendo aquilo que mais sabem projetar no feitio de besteiras. Qual seja arquitetar calúnias.
Vilipendiando cadáveres na localidade em que vivem, escrevendo bobagens conseguem acordar os fantasmas do passado, almas probas transformadas em personagens históricas no mundo do presente. Porém, se eu não fosse tão agnóstico, certamente acreditaria que estes seres humanos já falecidos, devam vaticinar sorridentes, nas silenciosas repousantes suítes da eternidade, de lá adivinhando os futuros resultados punitivos, como aplicação iminente das leis terrestres. E em decorrência dessas bobagens maldosas, articuladas pelos referidos estúpidos, muitos deles prosseguem opinando cretinices, arregimentando diariamente inimizades pessoais.
Sistematicamente, esses distorcidos, conseguem articular nos seus textos eivados de mesmices insultuosas, o costumeiro palavreado usado por quase todos os jornalistas calhordas. Supostamente, são tidos nos meios de comunicação, como profissionais inteligentes. Todavia, não passam de velhas criaturas arrogantes, embora sejam lembrados pelos focas, como repórteres veteranos e outrora capacitados. Mas é praticando intimidações, que eles hoje ganham os seus sustentos, ao articularem chantagens. Porém, fracassados e desacreditados pelos empresários, muitos comunicólogos se mostram cautelosos em contratá-los. Falseando a biografia moral dos homens bons, devido aos seus viciados conhecidos maléficos currículos perversos, confirmam essa posição. Isso, após haverem passado anos, inventando maldades. Assim, perfumados com os odores das repugnantes falsidades, estes articulistas de bobagens transitam na vida, metamorfoseados em palhaços, disfarçados como homens notáveis nos meios da comunicação...
*advogado criminalista, jornalista.