sexta, 21/janeiro/2011 09:32:00

A IMparcialidade na eleição extemporânea, por Elizio Brites


Por Elizio Brites

Tenho acompanhado as eleições em outras cidades do Brasil e em Dourados e noto a grande diferença entre os jornalistas e os meios de comunicação que fazem a cobertura na imparcialidade, ou seria parcialidade, em relação aos candidatos.

Vejo que muitos profissionais agem mais como cabos eleitorais e “marqueteiros” do que como jornalistas. A própria classe deveria se mobilizar.

Não é intenção dizer que nossos jornalistas ou os meios sejam menos preparados que os outros, talvez seja uma questão de sobrevivência, de falta de estrutura, embora conheça muitos que são éticos e conseguem sobreviver sem se lambuzarem com os “jabazinhos” de campanha eleitoral.

É comum vermos colunistas, articulistas e blogueiros que se dizem jornalistas endeusando candidatos, sem conteúdo e sem carisma, colocando-os como super empresários e salvadores da pátria ao mesmo tempo em que discriminam e debocham dos candidatos concorrentes porque são humildes e pobres. São trabalhadores comum que trazem benefício a sociedade, que sabem o que é cidadania.

É palpável a forma como boa parte dos “profissionais” da imprensa privilegia os candidatos “chapa branca” ou maior poder aquisitivo, independente de estarem ou não preparados para almejar os cargos que disputam. Nem sequer tentam conhecer a realidade dos concorrentes.

Não quero que interpretem mal ou que digam que estou direcionando para esse ou aquele profissional ou meio de comunicação, apenas registrar que é uma constatação comentada por todos que assinam jornais, acessam os sites de notícias ou demais meios para se informarem dos fatos do dia a dia.

Toda crítica é saudável e, direta ou indiretamente, contribuem para escolha do melhor e mais preparado para o executivo ou legislativo. Mass quando me refiro a esses profissionais acho que deveria usar seus conhecimentos técnicos específicos para que a população tenha opção, escolha realmente o melhor e não como vem ocorrendo em Dourados nessa eleição tampão que só faltam beatificar em vida o candidato chapa branca.

Empresário.


2 Comentários

Gostei do artigo, sou acadêmica de Jornalismo e acho que o comunicador de qualquer meio, rádio, jornal, sites, blogs ou televisão tem a obrigação de informa com imparcialidade.
Precisa saber que tem uma função social importante como formador de opinião, de levar a verdade ao seu público sem induzir a erros.
Como em qualquer profissão tem os que tem ética e os que envergonham a classe se corrompendo mas o público sabe valorar o profissionalismo de cada um.
Universitária.

 
Paula Neves em 21 de janeiro de 2011 - sexta às 12:01

O artigo retrata muito bem o puxasaquismo de colunistas nesta eleição extemporânea.
Isso até fere a lei eleitoral eleitoral da forma como vem sendo feita em Dourados.
Outra ilegalidade dos Jornais é falta de isonomia no conteúdo levado aos leitores, que o MP já deveria ter agido com rigor punindo os meios de comunicação e o candidato que tem obrigação de saber o que é proibido e o que é permitido.
Toda propaganda paga deve constar o valor pago pela publicação no Jornal que veiculou a mesma.
Isso não está sendo respeitado em Dourados.
Com a palavra o Ministério Público.
Cidadão douradense.

 
José em 21 de janeiro de 2011 - sexta às 10:01

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