terça, 16/novembro/2010 07:51:00

Não a volta do imposto do cheque, por Elizio Brites


A CPMF que o Governo do PT de Lula e Dilma pretende ressuscitar em breve, condenado por toda a sociedade civil organizada e pelo setor produtivo, entidades de todos os seguimentos empresariais que hoje se unem para impedir que o imposto idealizado pelo ministro Adib Jatene com o nome de IPMF criado em julho/93 e vigorou até dezembro/94 com a aliquota de 0,25%, que incidia sobre debitos lançados sobre as contas mantidas pelas instituições financeiras.

O imposto que era para ser provisório para salvar o sistema de saúde pública do país somente pelo tempo necessário para rever as falhas e repensar um novo modelo de gestão para corrigir o sistema deixou de ser provisório e passou a ser definitivo mudando apenas de IPMF para CPMF que passou a vigorar em janeiro/97 (lei 9.311/96), até janeiro/99 quando foi extinta e substituida pelo IOF em junho/99, e a aliquota passou de 0,25% para 0,38%, depois abaixou para 0,30 e novamente foi elevado 0,38% em março/2001 vigorando até 2007, quando sua prorrogação foi regeitada pelo Senado em dezembro de 2007.

Tão logo acabou a última eleição, mesmo antes de proclamado o resultado oficial pelo TSE, já se falava em ressuscitar esse famigerado imposto que arrecadava 48 bilhões de reais/ano quando foi extinto.

Não se questiona a legitimidade dos a favor ou contra a volta do imposto num país que já tem uma das mais altas carga tributária do planeta, que atrapalha bastante o desenvolvimento e a competitividade com outros paises.

Os politicos que acabaram de serem eleitos e os que se reelegeram em nenhum momento discutiram sobre a possibilidade da volta de imposto que nunca cumpriu os objetivos para o qual criado pelo seu idealizador porque a saúde pública nunca melhorou.

Pelo contrário, piorou e muito. As forças politicas a favor da volta do imposto já sonhavam ressuscitar o mesmo, apenas aguardavam o resultado final da eleição para se posicionarem, porque se tomassem posição antes com certeza muitos não seriam eleitos ou reeleitos.

Isso é no minimo subeestimar a inteligência do povo! A sociedade organizada que é contra a volta do imposto não é contra por apenas ser contra e sim porque o problema da saúde pública não é por falta de verba e sim de má-gestão, é administrado por quadrilhas de bandidos, verdadeiros lesa pátrias, com a conivências e cumplicidade de membros de partidos políticos e das instituições que deveriam fiscalizar, apurar e punir quem desvia recursos da saúde deixando milhares de cidadãos morrerem como temos visto nas operações desencadeadas pela PF no Brasil inteiro, inclusive em nossa cidade.

Empresário


9 Comentários

Eles irão mais uma vez nos roubar na cara dura e nós, uns merdas de povo não vamos fazer nada.
é permitido adultério e uso de drogas, nós somos a Holanda do terceiro mundo!!!!

 
Jonas em 08 de janeiro de 2011 - sábado às 17:31

Uma fotografia se faz de forma mecânica ou eletrônica, mas o verdadeiro retrato de um homem se faz pela sua biografia, pelo que fez ou deixou de fazer, pelas lutas que lutou e pelas pessoas que o cercam.
Todos nós tivemos parentes mais experientes que nos disseram um dia "diga-me com que andas e te direi quem és..." ou "quem planta vento, colhe tempestade..."
O Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito é uma entidade organizada, legalizada e que luta por um direito constitucional - já decidido pela Justiça Federal e com 5 projetos de lei no Congresso, além de uma PEC no mesmo sentido - que não é observado pela OAB por questões corporativas e financeiras (o último exame colheu em taxas de inscrição cerca de 10 milhões de reais).
Lutar contra gigantes - caso da OAB - na defesa de seu povo, ou contra políticos poderosos - casos de corrupção em Dourados - é para quem tem personalidade e destemor. É algo para poucos. Israel teve Davi contra Golias. Dourados e o MNBD/OABB tem Elízio Brites...
Que a cidade de Dourados possibilite a Elízio mostrar sua capacidade, o que ele já fez e faz na liderança de nosso movimento no Estado e representando o Mato Grosso do Sul nos gabinetes do Congresso.
Reynaldo Arantes
Presidente Nacional do MNBD(Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito) /OABB (Organização dos Acadêmicos e Bacharéis do Brasil).

 
Reynaldo Arantes em 18 de novembro de 2010 - quinta às 15:21

PARABÉNS ELIZIO PELO ARTIGO, VAMOS AMPLIAR O MOVIMENTO CONTRA ESSA EVRGINHA, ESTOU LHE ENVIANDO UMA PETIÇÃO PÚBLICA DE UM ABAIXO ASSINADO CONTRA A CPMF QUE PODERÁ SER ADERIDA POR TODOS OS LEITORES.

só clicar e assinar.

«Contra o retorno da CPMF - Movimento Endireita Brasil »

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N3715

 
Antonio Marcos Dametto em 16 de novembro de 2010 - terça às 17:26

VAMOS TODOS PARTICIPAR AMANHÃ DO MOVIMENTO CONTRA A VOLTA DA CPMF NA PRAÇA ANTONIO JOÃO E ADESIVAR OS VEICULOS.
MOVIMENTO É SUPRAPARTIDÁRIO.

 
VALTER em 16 de novembro de 2010 - terça às 12:52

A CPMF só foi extinta porque não cumpriu a finalidade para a qual foi criada. Inicialmente quem pagava nem reclamava, mas como a CID e outros impostos criados pelo governo para arrecadar, sempre começa como provisório ou compulsório como foi a CID, criado no Governo Sarney e que deveria devolver 30% do pagavamos nos combustíveis, mas nunca nos devolveram um centavo. Depois inventaram a CID que não precisa devolver e a finalidade é de arrumar as estradas. Estão desviando sua finalidade com certeza porque se o Governo arrumasse as estradas não presaria ter pedágio.
Perguntar não ofende: Para que mesmo que servem nossos representantes ? Porque eu e VC precisamos perder tempo lutando contra esse câncer do imposto do cheque se pagamos uma fortuna para nossos deputados e senadores fazer isso por nós.
Muda Brasil!

 
Otto em 16 de novembro de 2010 - terça às 10:23

Se a sociedade não gritar agora e já, esse imposto vai ser aprovado pelo Congresso, precisamos levar em consideração que boa parte dos congressistas não foram reeleitos, a segunda maior bancada de governadores eleitos e reeleitos querem o imposto e a Coligação que elegeu Dilma é maioria nas duas casas, isso sem levar em conta que o fisiologismo sempre imperou nas duas Casas que formam o Congresso Nacional.

 
Irene em 16 de novembro de 2010 - terça às 10:00

É muita incoerência do governo Lula, ao apagar das luzes querer aprovar um imposto condenado por toda a sociedade.
A Presidenta eleita assumiu o compromisso de aprovar a reforma fiscal e tributária tão logo assuma a presidência e se pretende cumprir tal promessa deve impedir que o Lula pressione o Congresso para aprovar a CPMF.
Você foi feliz e coerente em seu artigo empresário Elizio Brites,
Parabéns.

 
Marlene em 16 de novembro de 2010 - terça às 08:56

BOA MANIFESTAÇÃO DO EMPRESÁRIO, QUE SAI NA FRENTE DE MUITOS POLITICOS QUE FICAM EM CIMA DO MURO.
ÊLE FOI COERENTE PORQUE O PSB PARTIDO QUE O MESMO ESTÁ FILIADO É A FAVOR DO IMPOSTO DO CHEQUE.
HOJE PELA MANHÃ OS SENADORES DELCIDIO E VALTER PEREIRA SE MANIFESTARAM CONTRA O IMPOSTO PELAS MESMAS RAZÕES, OU SEJA: O PROBLEMA DA SAÚDE É DE MÁ GESTÃO E NÃO DE FALTA DE DINHEIRO.

 
JUCA em 16 de novembro de 2010 - terça às 08:41

Parabéns pelo artigo Elizio, vamos unir todas as forças vivas da sociedade contra mais um imposto.
Já passou da hora de se fazer uma reforma fiscal e tributária mais suportável para que todos possam trabalhar e pagar seus impostos e planejar o crescimento de seus negócios.
Comerciante.

 
Raul em 16 de novembro de 2010 - terça às 08:22

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