segunda, 08/agosto/2011 09:00:00

"Polêmicas desnecessárias"


Isaac Duarte de Barros Junior

Ando me questionando ultimamente, como pretenso articulista, lendo tanta bobagem estampada em destaque nos meios de comunicações, se ainda devo continuar escrevendo, expondo aquilo que penso. Porque, com esse tal advento da internet, uma casta de gente despojada da qualificação e do preparo técnico em comunicação social, decidiu sem melhor rever os seus limites intelectuais, opinar a respeito de assuntos científicos, da segurança, ou mesmo políticos. A maioria, para piorar essa bagunça instalada, gramaticalmente ridicularizou a língua falada por Ruy Barboza.

E, devido à ausência de equidade ou preceitos éticos, pronunciadas aberrações digitando computadores, atacam as nossas instituições mais importantes, dando notícias sem cunho de veracidade em crônicas esquisitas. Especulam suposto fatos, como se os subescritores dessas notícias, tivessem capacidade jornalística para tanto. Às vezes, parece-me, que essa imbecilidade unida, febrilmente invadiu acintosamente via facilidades tecnológicas, as redações na arte de comunicar participando. Onde, se valendo dos mais diversos argumentos imprecisos, resolveu-se explorar aspectos normais, rotineiros do cotidiano.

Percebi inclusive, que algumas pessoas insuetas, dão seus palpites desbragados, mesmo mostrando-se desconhecedoras dos seus abordes culturais. E pelos propósitos alinhados, muitas figuras decidiram escrever para o grande público, já que este as tolera dando apenas muxoxos hilários. Algumas, preferindo aceitar placidamente suas declarações, diante das necedades contumazes expostas nos artigos divulgados, calam-se. Então, esses tipos insurretos sem causa, aproveitam-se do descuido de editores preguiçosos, para consolidar essas suas inoportunas posições.

Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, ficamos agitados de raiva, quando assistimos pessoas na grande imprensa, confundindo geograficamente este estado, com o homônimo estado vizinho. Todavia, neste aqui, imprudentes elegemos parlamentares, que mesmo sendo políticos oportunistas, se irritariam num horário eleitoral, se sugeríssemos mudanças no nome do estado paulista onde nasceram. Mas, para estes aventureiros bem sucedidos, pouco lhes importa se alterassem o deste, que ironicamente os fez tornarem-se deputados.

Por outro lado, as frases cabotinas sem grandes novidades, ao reborar determinadas crônicas de diversos jornais, consola-me lendo-as, recordar o secular adágio árabe, de que os cães ladram enquanto a caravana passa. Entretanto, segundo a jornalista Sandra Nasrallah, não importa o latido desses cães, não importa o barulho que eles façam, a caravana seguirá o seu caminho na direção de uma estrela, um pensamento a ser preservado, e nada a impedirá que siga o seu rumo, ainda podendo a estrela parar de brilhar por momentos. E mesmo alguns daqueles cães, se julgando alimentados pegando os restos caídos durante a passagem, essa caravana seguirá fortalecida e coesa, deixando cada vez mais longe o barulho dos cães esfomeados.

Afinal, uma caravana é feita de gestos, de sonhos, de atitudes, de longas vivências, de cumplicidades, de sentimentos fortes, de amizade, de amor e de desejos. Portanto, ela continuará o seu caminho traçado, totalmente indiferente ao ganido de cães enlouquecidos, atrás de alguma cadela no cio. Assim, recomendamos, aos insígnes ilustres políticos com mandatos, declarantes de certas pérolas, incomodados com picuinhas, principalmente os próceres desembarcados nas novas comunidades sul-matogrossenses, em pleno desenvolvimento como é o caso da nossa, a desarmarem-se das suas atitudes hostis de migrantes.

Porém, prevalecendo o sentimento raivoso dos nossos enfocados, em não sentirem-se irmanados nestas paragens desenvolvidas pelos sauddosos pioneiros, bem antes das suas irrelevantes chegadas, que ao menos gentilmente troquem de endereço eleitoral, poupando-nos das suas convives externadas. Quiçás, assim o fazendo, poderão recomeçar a protestar parvoíces em outro lugar, ganindo a pequenhez dos seus racíocinios, em terras de palermas. Todavia, se persistirem comportando-se perdidos, mostrando satisfação doentia por receberem ocasionais aplausos dos seus iguais; por favor, nos prestem o brio de conterem seus egos, antes das suas derrocadas...

*advogado criminalista, jornalista.


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