terça, 14/fevereiro/2012 05:00:00

Gonorréia, o corrimento preigoso


 
Divulgação

A Gonorréia é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Neisseria gonohrreae, que cresce e multiplica-se facilmente em áreas quentes e úmidas do trato reprodutivo, como a uretra, mas que também pode infectar boca, garganta ou ânus através do sexo anal ou oral, podendo resultar, respectivamente, em obstrução do canal anal e alterações da voz.

A transmissão acontece pelo ato sexual desprotegido, NÃO sendo necessária a ejaculação para que haja o contágio. O risco de contaminação após o contato sexual com a pessoa infectada é superior a 90% e, o fato de não seu parceiro ou parceira não apresentar sintomas, não diminui as chances de contágio. Pode também ser transmitida durante o parto, causando principalmente danos oculares ao bebê.

O quadro de gonorréia frequentemente é precedido por coceira na uretra e ardência ao urinar. Os sintomas normalmente são inflamação local, dor ou ardência ao urinar e saída de secreção purulenta através da uretra. Em alguns casos, pode ocorrer febre e surgimento de ínguas na região de virilha. Nas mulheres, a sintomatologia geralmente é mais branda ou até mesmo ausente. Os homens podem apresentar descamação no pênis e, algumas vezes, testículos doloridos. O período de incubação varia de 2 a 10 dias.

Eventualmente, a bactéria se dissemina pela corrente sanguínea e, quando isso acontece, pode ocasionar complicações em homens e mulheres, como: infertilidade, aborto espontâneo, gravidez ectópica, fetos natimortos, partos prematuros, bebês com baixo peso, otite média do recém-nascido, endometrite pós-parto, doença inflamatória pélvica, infecção ocular, epididimite, prostatite, pielonefrite, miocardite, meningite, septicemia, pneumonia e artrite aguda. O desenvolvimento dessas sérias complicações NÃO depende da presença ou severidade dos sintomas.

O tratamento é feito pelo uso de antibióticos específicos e deve ser feito rigorosamente conforme a prescrição médica para eliminar completamente a infecção e evitar a disseminação para outros órgãos. A terapêutica é simples e barata, muitas vezes garantida pelo sistema público de saúde.

O diagnóstico é feito baseado no histórico do paciente e nos exames clínico e laboratorial que é rápido e indolor. A coleta pode ser feita no consultório médico ou no laboratório, o pus é desprezado e o material é coletado diretamente da uretra, sendo examinado em seguida através do exame “a fresco”, além da coloração de Gram e cultura.

Para previnir-se, não deixe de usar preservativos durante as relações sexuais. Busque assistência médica ao primeiro sinal de corrimento ou secreção purulenta e, quando diagnosticado, informe seu parceiro (a) para que ele (a) também procure um médico. É muito importante que ambos passem por consulta médica e façam corretamente o tratamento, que é rápido, evitando sexo e bebidas alcoólicas durante o mesmo.

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