Administrar melhor as opiniões articuladas em redações virtuais, principalmente não divulgando bobagens tecladas pelos internautas, nunca foi censura e nem fere a liberdade de livre expressão. Isso ocorrendo, é o mínimo que esperamos dos jornalistas donos de blogs, notadamente se forem processados por autoria de artigos condimentados na malignidade. Ainda mais, tratando-se de blogs criados exclusivamente para abordar assuntos políticos e tecer criticas contra a imprensa impressa. Entretanto, se os legisladores já tivessem criminalizando com uma lei específica atos desrespeitosos desses blogueiros, diversos blogs maldosos estariam fora do ar.
E como o Supremo Tribunal Federal revogou a antiga lei de imprensa, muitos jornalistas não tem conhecimentos, que seus deslizes ferindo honras, podem acabar punidos pela justiça. Para isso, basta os advogados proporem ações fundamentadas no Código Penal, Civil e na Constituição Federal. Dessa forma, mesmo com o judiciário operando moroso, alguns denunciados não perdem por esperar suas impendentes condenações. Todavia, repórteres inescrupulosos contratam e são informados erroneamente por seus advogados, de possíveis resultados processuais satisfatórios numa causa. Mas mesmo estando processados, acintosamente continuam caluniando, municiando a parte ex-adversa, que de resto, instrui documentalmente os feitos penais e civis, acumulando provas desfavorecendo-os nas Comarcas.
Pior, que muitos desses periodistas, impossibilitados pela lei, de transacionar em Juizados Especiais pelo período de um ano, não atinam para os futuros efeitos causais dessas condutas criminosas. Pois se continuarem difamando, nessa colidente rota de tolices, no momento em que os magistrados prolatarem suas sentenças pendentes, arrepender-se-ão. Todavia, mesmo sendo excelentes artesões de letras formando opiniões, esses jornalistas chantageadores profissionais de empresários e próceres políticos, deveriam evitar o chamado iter criminis (caminho do delito). Poupando- se, por exemplo, de acabarem como o Niccoló Machiavelli, um italiano mau caráter da idade medieval. Assim, seriam resguardados de processos, se fizessem algo os excluindo do rol dos discípulos da maldade. Inclusive, para alguns internautas de blogs, já passou da hora de calarem-se e conter imbecilidades, como as que os levou a criar o cargo de presidenta da república. Afinal, Dilma Rousseff é presidente da nação brasileira, pois os ocupantes masculinos do cargo, nunca foram presidentos da república e sim presidentes.
Finalmente, entendo que fiscalizar os atos administrativos em órgãos municipais, estaduais ou federais, poderia resultar numa atividade jornalística eficiente. E, ao invés de instilar asneiras na imprensa falada e televisiva, com cretinices escritas para emissoras, queria que fossem jornalistas éticos. Percebam, existem diversos correspondentes, ferindo ouvidos ao usarem a gramática. Outros, mais safados, dão claras mostras de pertencer a imprensa comprada. Afinal, esse plano de terceirizar atribuições para empresas paranaenses, acabou resultando na bagunça douradense das multas, praticadas pelas mocinhas de parquímetros, sem nenhuma capacidade ou autoridade para multarem os motoristas. Pergunto: essa fiscalização, cumulada da aplicação de multas, não seria uma das atribuições da guarda municipal douradense?
Ademais, por falar em guardas municipais, sabemos que hoje, as guardas agora são regulamentadas pelas leis federais, estaduais e referendadas em súmula do STF. Dessa forma, podem patrulhar as ruas, frentes de escolas e logradouros das cidades onde foram criadas. Conseqüentemente, em Dourados, as guardas municipais estão autorizadas legalmente a circularem armadas, fiscalizar o trânsito, prender meliantes, cuidar do patrimônio público municipal, além das atribuições de vigiarem o meio ambiente. Então, deveriam acabar-se as indústrias das multas terceirizadas nos parquímetros, máquinas amarelinhas arrecadadoras, arrendadas para empresas alienígenas e fiscalizadas por gente completamente despreparada, pessoas que tumultuam o trânsito urbano douradense. Porque nesta cidade, mesmo habilitados, a metade dos motoristas não sabe conduzir um veículo a motor. E nessa récua, incluímos os incorretos motociclistas, cuja maioria dos condutores, eram apenas ciclistas imprudentes recentemente...
*advogado criminalista, jornalista.