segunda, 06/dezembro/2010 09:13:00

Acabou, o primeiro tempo!... por Isaac de Barros



Finalmente, a ignomínia política chamada Ari Artuzi, é parte do passado. Agora, o nosso ex-alcaide acusado de patrocinar diversas patifarias administrativas, como larápio provado, vai enfrentar um valorizado calhamaço de processos na esfera do Poder Judiciário, recheados de acusações criminais conhecidas, divulgadas pela mídia local, estadual e nacional. Enfim, esse aventureiro semi-alfabetizado, infelizmente procedente da região sul, resumir-se-á na história douradense, numa empoeirada moldura pendurada na galeria dos ex-prefeitos. Quanto a nós, eleitores natos e adotados, vamos por conseqüência, poder virar definitivamente essa página abjeta, eivada de malandragens criminosas, cujos textos históricos, devem mostrar no futuro, até onde conseguiu chegar à estupidez de um povo nestas paragens.

Escrevendo para gerações ainda não nascidas, despidos de aleivosias partidárias, os historiadores e contadores de causos antigos, agora já podem efetivamente mostrar, como uma quadrilha formada por homens sórdidos, conseguiram fazer parte da municipalidade. Alguns assessores, desta gestão desastrada, acertadamente serão lembrados pelos seus despreparos, ou através dos métodos como contrataram servidores, para tornarem seus deploráveis asseclas. Certamente, os formadores de opinião, imprimirão faces do arrependimento, nas páginas que registrarão as passagens miserandas desses próceres políticos pelo comando da municipalidade. Somente espero desta vez, dos historiógrafos, as probidades de contarem a
verdade, explicando por escrito, as lesivas condutas desses patifes, suas procedências, nomes e precisas datas dos acontecimentos nefastos. Para que passando outros cem anos, aventureiros metidos a donos da verdade, não venham publicar potocas nos órgãos informativos.

Advirto isto, porque algumas vezes neste século, alguns cronistas descendentes dos desbravadores do século dezenove, netos dos verdadeiros fundadores de Dourados, tiveram que impedir apróbrios escritos, prosperassem como verossímeis nos livros impressos. Porém, os apócrifos não desistiram da metodologia e prosseguiram usando funções políticas para praticarem malefícios, disfarçados na postura de douradenses adotados. Ocorre que todas essas “personalidades” obscuras nas origens, além de inexpressivas naquelas localidades, foram admitidas na sociedade douradense como destaques, pela força do resultado das urnas.

Inevitavelmente, resultaram fotografadas pelos colunistas sociais e mesmo maquiadas de gentlemia, a maioria, devido à falta de refinamento, nunca perderam a estampa dos não completamente polidos, apesar da situação financeira amealhada naquele momento, os favorecer. Todavia, foi abatido fisicamente, em decorrência dos impedimentos de ir e vir, que o ex-prefeito Ari Artuzzi, despido de uniforme do cárcere, certamente foi encontrar-se com a sua Maria no bairro Canaã I. Desse modo, esse enxotado equívoco eleitoral, agora afastado do comando da maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul, deve arrumar depressa uma ocupação lícita. Sua carteira de habilitação profissional, pelo pouco que sabemos da sua biografia, faz desse migrante gaucho, um excelente caminhoneiro de serrarias. Basta em caso de querer um novo emprego, lembrar-se da madereira sucupira.

Porém, como essa liberdade do ex-prefeito carente de brios, de seu vice, cara dura que também renunciou o mandato, seguido dos vereadores recebedores de propinas, denunciados e presos na operação uragano, é apenas uma liberdade provisória, penso que a vida social do ex-prefeito por enquanto mudará bastante. Assim, recomendo ao quase cassado ex-chefe do executivo, principalmente pelas suas vaidades intrínsecas excessivas, que evite freqüentar o CTG local, conhecedor que sou de temperamentos nada convencionais dos macanudos tauras, seguidores do nativismo. Porque um corretivo de mango feito com couro cru, não é difícil de vir a massagear-lhe as ancas se aparecer por lá. Portanto, dou-lhe este conselho prudente, como experiente advogado de interior, descendente de farrapos e maragatos, orgulhoso do sangue pampiano herdado de meu avô Izidro Pedroso, primeiro gaúcho domiciliado no século dezenove, nesta cidade absolutamente envergonhada com as amoralidades públicas, praticadas pelo filho de São Valetim.

Advogado criminalista, jornalista.


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