Estamos num cenário favorável, a cada segundo a juventude se torna a menina dos olhos do Brasil e do mundo conquistando espaços estratégicos, vindo na contramão do conservadorismo vigente, na qual gradativamente vamos diminuindo.
Ao mesmo tempo que ouvimos diariamente os dizerem preconceituosos de muitos – até de que quem menos deveria – de que a juventude não quer nada com nada, é omissa e que sua participação nem se compara com as das gerações anteriores, temos uma juventude douradense considerada referência no estado e no país, mesmo sem recursos, vamos exportando este modelo.
Pergunto aos mentirosos portadores desse discurso qual é o parâmetro utilizado e em que se fundamentam. Será que eles conhecem, acompanham e principalmente contribuem com as ações da juventude contemporânea? Ou represaram em seus cérebros somente as lembranças das décadas passadas? Um grande erro é cometido, o de analisar a participação da juventude com referência somente na participação política. Nossa juventude é tão ou mais participativa que as anteriores, e não precisa ir longe para constatar isso, basta olhar pro lado e ver nos movimentos religiosos, artísticos, esportivos e culturais, as militâncias em organizações não governamentais principalmente as que atuam nas causas sociais e ambientais.
Agora, é inegável reconhecer que a participação política da juventude é baixa, mas para abordar especificamente esse tipo de participação, é preciso considerar e analisar algumas pontuações, como por exemplo, o contexto histórico e político do nosso país. Será que esses conservadores querem que o regime ditatorial volte a reinar só para ver a juventude nas ruas, com hematomas de balas de borracha e tiros de festim? Acredito que não, felizmente temos uma democracia que dependeu de suas próprias lutas no passado.
Mas considero importante convidar todos para alguns questionamentos: O que estamos fazendo pela nossa juventude? Que incentivo estamos dando a ela para uma atuação maior? O comportamento, a atuação e a postura da maioria dos nossos políticos contribuem para isso? Onde estão senão no buraco negro da história disciplinas escolares como a “Organização Social e Política Brasileira (OSPB)”?
Para este protagonismo almejado por muitos, é preciso acabar com uma das carências da juventude, a de ser tratada como cidadãos, como peça importante do jogo, a de ser orientada e instruída para assumir o futuro, a gestão de grandes empresas, cargos públicos, posições de poder. Para isso, convido todos a saírem do comodismo, pois sem ações integradas, jamais alcançaremos este objetivo.
Neste mês de agosto, teremos dois importantes e estratégicos espaços de podem contribuir para isso, a audiência pública “Juventude, Desenvolvimento e Efetivação de Direitos” que acontece amanhã (03/08) e a 2ª Conferência Regional de Juventude da Grande Dourados nos dias 12 e 13. As ferramentas estão aí, faça sua parte.